sábado, 28 de fevereiro de 2009

Um sonho sombrio:

Um palco. Um palco escuro no qual refletores iluminavam somente ela. A criatura verde de antenas enormes. Espectadores entravam entorpecidos em sintonia com o ritual. Foram captados pelo “intervalo de espírito”, como dizia Artaud. As luzes baixaram. A fumaça era escura. Se introduz um sonho dentro do sonho. Os espectadores todos adormecidos agora. Inertes. Todos iguais. Bizarro. A criatura escalava as estruturas de ferro, tentando reconhecer o que via... do lado oposto. Oculto. Olhou por muito tempo. O tempo era outro. E assim permanecemos. Eu, na boca de cena, um elemento alheio à ela. Não consigo enxergar o que ela, a criatura, olhando resignada, deslumbrada, estarrecida não sei agora..... Ela vê. Eu, sou apenas uma espectadora de mim.

Um comentário:

Valdir Pimenta disse...

agora entendi melhor como se passou esse sonho. me lembrou aquele filme "Nowhere" e tbm a "Metamorfose", de Kafka. Espectadores de si mesmos, transformações bizarras. Mente suja e apaixonante. Romântica e escura, embora clara e inerte. Eu tenho memória...rs. Ela me mostra vc....