imagem do espetáculo "Une Joie Sombre" direção de Karine SpuriSempre que um delírio toma a madrugada em cinzas desarmadas
Sempre que um peito sangrento pede respeito de um beijo suspeito
Sempre que um poço de lágrimas vem com sonos dementes desfilando no abismo do ventre
Sempre que a carne é rasgada em pedaços infames precisos de nada!
Sempre que o grito grita brando as vísceras de uma prostituta mansa...dilacerada
Sempre que eu ouço pastoso a nostalgia de quem riu um dia peço migalhas que vem sempre cansadas
Sempre que peço purezas que pedem violências suplico a sua voz que crava por qualquer suspiro insosso para uma nobre ingrata.
Eu e o mundo nunca nos cumprimentamos. Peço licença.Vou entrar devagarzinho...sem fazer barulho.
Sempre que um peito sangrento pede respeito de um beijo suspeito
Sempre que um poço de lágrimas vem com sonos dementes desfilando no abismo do ventre
Sempre que a carne é rasgada em pedaços infames precisos de nada!
Sempre que o grito grita brando as vísceras de uma prostituta mansa...dilacerada
Sempre que eu ouço pastoso a nostalgia de quem riu um dia peço migalhas que vem sempre cansadas
Sempre que peço purezas que pedem violências suplico a sua voz que crava por qualquer suspiro insosso para uma nobre ingrata.
Eu e o mundo nunca nos cumprimentamos. Peço licença.Vou entrar devagarzinho...sem fazer barulho.
Raquel Palma
Um comentário:
Perplexidade. Por que sinto tbm essa tua poesia. De víceras cortadas, de entranhas perfuradas, de mulher madura e menina em prantos...
"eu sinto cada vez mais sua poesia... como se fossem marcas das suas unhas... cravadas nas minhas costas em versos de sopro fresco ! é ...acho que é por aí...."
Não, eu não te deixo!
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