domingo, 13 de fevereiro de 2011

Hoje.

Eu queria estar certa das coisas que hoje me chamam pelo nome, numa agonia íntima de uma inteligibilidade útil. Hoje acredito acreditar - hoje, hojeagora, sabendo que o instante apressado me espera com um santo de navalha - hoje, só acredito nos microorganismos: parasitas, fungos e vírus ... mas também nos insetos bem pequenos e nas algas azuis. Nos quase imperceptíveis, onde a existência é pouco provável e notam aqueles providos de olhares curvos. Ninguém mais.

Tenho pensado muito na solidão e marcas na parede, Virgínia. Saí da sombra, fui caminhando num quase lento e seguro... fazendo barulho sem seus saltos guardados.
R.P.

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