
Querida, não se pode esperar os farelinhos que caem despercebidos dos pratinhos de porcelana daquelas pessoas que ficam na sala de jantar, da pessoa do café da manhã, dessas manhãs caladas e frívolas.
A proximidade é somente algo que se apresenta numa aparência fugidia. Um dia me falaram logo quando eu aprendi a abrir os olhos. Porque essas coisas são assim, tem que aprender desde cedo.
Bobinha, não acredita em todas essas bobagens que dizem as prosas carregadas de intensas vertigens. Nem dos livros, muitos menos dos autores.
Eu sei... eu sei que você queria presentear os castrados de um sentimento maior, o que você chama de amor. Querida, você precisa entender...eles estão congelados e desesperados, compreende? E covardes os que não conseguem sair da apatia.
Não durma...abre bem os olhos e se segura.
E não se esqueça de falar menos.
Toma isso, vai lhe fazer bem para os seus calafrios...
R.P.
2 comentários:
muito legal...beijos
é lindo.
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